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Até a Barraca Abana
Por Artur Lima
A história do radioamadorismo nos Açores remonta a algumas décadas. Em 1983 instalou-se na Ilha Terceira a então Delegação da Associação de Radioamadores dos Açores. Três anos depois um forte temporal danificou o pré-fabricado que utilizavam na zona do Cantagalo. Com a casa às costas os radioamadores terceirenses decidiram fundar a URA – União de Radioamadores dos Açores, em 1986, tendo a primeira direcção sido liderada por João Maria Mendes, João Lima e José Orlando Costa.
Ao longo dos anos o papel dos radioamadores tem sido de uma inestimável prestação. Ainda hoje, apesar de todos os avanços científicos e tecnológicos, os radioamadores são parceiros fundamentais de entidades públicas e privadas, na prestação de serviços que vão desde a sua participação na organização de provas desportivas até às comunicações de auxílio à Protecção Civil em situação de emergência.
É uma espécie de “carolice” que tem grande e meritório valor!
Vem isto a propósito das deficientes instalações que a URA tem na Terceira. Uma instituição reconhecida pelo Governo Regional como de utilidade pública não detém instalações condignas.
Desde 1991, que a União de Radioamadores se encontra alojada num pré-fabricado cedido pela então Secretaria Regional das Obras Públicas. Erradicaram-se as barracas e deu-se uma barraca aos radioamadores!
Era, pois, de esperar, numa época em que o socialismo que impera é o de dar todo a todos, que – quanto mais não fosse a Câmara de Angra do Heroísmo – já tivesse diligenciado no sentido de apoiar esta instituição, aliás, sua parceira indispensável no plano municipal de protecção civil. Há medidas políticos (a maioria) que não garantem muitos votos, mas são de fundamental importância. Este será um deles…
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