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Maravilhas Naturais de Portugal: CDS-PP concluiu que a decisão é política e pouco técnica
O Deputado do CDS-PP Açores, Pedro Medina, denunciou, esta quinta-feira, em conferência de imprensa, que a decisão de mudar a cerimónia de eleição das “7 Maravilhas Naturais de Portugal” para as Portas do Mar, em Ponta Delgada, não passa de "uma decisão política sem sustentação técnica".
Denunciou igualmente a divulgação pública que o Governo Regional fez das suas razões, sem antes ter respondido a um requerimento de sua autoria que havia sido remetido ao Governo Regional a 1 de Julho, “na sequência da notícia avançada pela Secretaria Regional da Economia sobre a alteração do local da realização do espectáculo do evento em causa”. O Deputado afirmou que “até à data ainda não obtivemos resposta e por isso julgamos oportuno realizar esta conferência de imprensa para analisar as declarações do Sr. Secretário Regional de Economia”.
Depois de Pedro Medina relembrar a questões colocadas ao Governo Regional:
“1 – Para o Governo especificar que razões de ordem técnica são as que são evocadas para a alteração do lugar da realização do Evento?
2 – Tendo este evento o alto patrocínio da Região, qual é o montante financeiro empregue pelo Governo Regional para a promoção e realização deste evento?
3 – Que envolvimento irão ter as empresas dos Açores em relação a este evento? Que sectores empresariais vão ser envolvidos? Que montantes vão ser disponibilizados a estas empresas?”, revelou que para si os argumentos apresentados foram “fracos”, e contra-argumentou.
Assim, para o Deputado do CDS-PP eleito pelo círculo de S. Miguel, “o Governo limita-se e continua a invocar questões de ordem técnica, sem as especificar. Ainda ninguém percebeu que questões de ordem técnica são estas”, quanto à instabilidade meteorológica “se este fosse um argumento válido, nos Açores não se poderiam organizar eventos em espaços exteriores”, rematando que “se as condições atmosféricas não permitirem a realização do espectáculo na Lagoa das Sete Cidades, dificilmente o permitirão nas Portas do Mar”.
Quanto ao impacto ambiental negativo acusa “neste ponto o Governo tem dois pesos e duas medidas. Relembro que há cerca de um ano atrás, mais concretamente no passado dia 8 de Abril de 2009, os “Blasted Mechanism” lançaram um novo álbum, a nível nacional, escolhendo como palco precisamente a Lagoa das Sete Cidades. Estiveram presentes, neste evento, mais de 7 mil pessoas. Nessa altura, não se falou de impacto ambiental negativo”. Pedro Medina não percebe como é que um espectáculo que tem um orçamento na ordem dos 6 a 7 milhões de Euros não pode ser realizado por razões técnicas.
O Deputado conclui que “com esta tomada de decisão política e muito pouco técnica, o Governo Regional apresta-se para promover e financiar um espaço que de natural não tem nada, refiro-me às Portas do Mar”, reforçando que “a Associação Portas do Mar será, à partida, a grande beneficiária deste evento”, “o Governo quer à viva força promover as Portas do Mar, confundindo que a concurso estão maravilhas naturais e não supostas “maravilhas edificadas”.
Mas Pedro Medina vai mais longe ao acusar “o Governo Regional com esta decisão transforma um evento de massas num evento de elites” e lamentar que “um evento desta categoria e grandeza não ter o palco que merecia, um palco com envolvência e beleza natural. Infelizmente com esta decisão, o espectáculo será rodeado, não de belezas naturais, mas de cimento e betão”.
Ponta Delgada, 29 de Julho de 2010
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