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Varinha mágica

Por Artur Lima

Finda a época eleitoral deste ano, começam-se a aprofundar algumas conversas que, em tempo de campanha, não passavam de boatos. Porque, alegadamente, quem recebia as prendas tinha receio de perdê-las ou porque a quem foi feita a promessa de prenda, supostamente, em troca de um voto, não quereria perder a oportunidade de a receber, dadas as suas dificuldades económico-financeiras.
Dizem-me que, nas vésperas das últimas eleições, houve protagonistas de partidos políticos que prometerem romarias a Lourdes, peregrinações a Fátima, fogões, máquinas de lavar, entre outros desideratos em troca de um voto. Claro que esta propaganda (a fazer lembrar outros senhores) seria toda devidamente suportada financeiramente pelo erário do governo local.
As promessas partiram de diversos quadrantes, mas podem obrigar, por ventura, agora a que os antigos candidatos venham a precisar de uma varinha mágica para as cumprir. Sim! Porque fica muito feio, prometer e não cumprir. As pessoas sentem-se defraudadas.
Que credibilidade têm os políticos que fazendo este tipo de promessa, nomeadamente a franjas etárias e sociais muito específicas, acabam por dar o dito por não dito, ficando o povo ludibriado com a certeza de que “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”!
Cada vez mais, nos tempos modernos, existem partidos que pela sua sede de manter o poder ou na ânsia desmedida de o voltar a conquistar, perdem o juízo e partem para verdadeiros desvarios que só degradam a imagem da política. Aliás, não diria partidos, mas candidatos por partidos que quando assumem uma candidatura esquecem todos os princípios basilares da Democracia porque ficam ofuscados com a sua própria projecção mediática ao ponto de julgarem que um dia poderão vir a mandar. E cuidado, porque quando eles chegam ao Poder só vêem uma coisa: o seu umbigo!

2009-11-25

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Até a Barraca Abana